Internet das Coisas: Computação de borda

Computação de borda

Internet das Coisas

O que faz um smartphone ser "inteligente"? A resposta óbvia é que ele inclui um processador de computação e hardware associado, permitindo que o smartphone exiba uma interface gráfica, opere um sistema operacional, conecte-se à internet, execute aplicações e muito mais. A resposta é semelhante ao exemplo dado acima do termostato da casa inteligente. O termostato é "inteligente" porque inclui um sistema de computação capaz de receber e transferir dados sem intervenção humana.

No mundo da IoT, a capacidade dos dispositivos utilizarem poder computacional está se tornando cada vez mais valorizada como uma forma de analisar os dados em tempo real com rapidez, e por um bom motivo. Enviar e receber dados por si só pode ser um passo importante em uma solução IoT, mas enviar, receber e analisar dados em conjunto com aplicações IoT gera muito mais possibilidades.

Pense no exemplo da RFID no setor de logística e transporte. Esse dispositivo inicial de IoT armazena dados digitais que são enviados para um dispositivo de leitura por meio de ondas de rádio. Esse dispositivo de leitura pode receber as ondas de rádio e, então, disponibilizar as informações para análise, mas a comunicação entre a RFID e o leitor é sempre unidirecional. O dispositivo de RFID não consegue sozinho receber as atualizações do leitor, assim como o leitor sozinho não consegue transferir dados ou instruções de volta para a RFID. Isso limita o rastreamento de contêineres à verificação em determinados locais, em vez de ter um monitoramento contínuo. Mas, e se o dispositivo de IoT que monitora os contêineres pudesse ser sincronizado com os sensores IoT de um veículo sem motorista que os transporta e tudo fosse conectado a um sistema de análise de dados gerenciado por uma empresa de logística?

Para chegar a esse patamar na IoT, a empresa de logística precisaria de muito poder computacional disponível nos dispositivos físicos de IoT, especialmente no carro sem motorista. Em vez de apenas enviar e receber dados, sempre aguardando as instruções de um datacenter centralizado por Wi-Fi, os dispositivos de IoT precisariam sozinhos processar os dados e tomar decisões. Essa implementação de capacidade computacional mais próxima às bordas externas de uma rede, em vez de um datacenter centralizado, é conhecida como computação de borda, ou edge computing.

 


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